MADA: UM POUCO DE HISTÓRIA

O ano de 1998 foi um divisor de águas para quem gostava de música nesta “esquina do continente”. Com a aldeia global devidamente conectada pela Internet, os movimentos musicais que surgiam a partir da fusão de ritmos nativos com sonoridades universais, a exemplo do Manguebit, ajudaram a fertilizar a cena indie da região. Natal não ficou de fora dessa efervescência criativa e muitos coletivos musicais surgiram por aqui, como o Movimento da Ema, cuja proposta buscava o resgate de ritmos ancestrais como o Coco de Zambê e a tradição do repente/cordel.

Quando a tão sonhada revitalização do bairro da Ribeira dava sinais de que sairia papel, a cena musical já pulsava de novas sonoridades e o lugar de convergência desses artistas e do público era o bairro histórico, com seus bares, casas noturnas e projetos culturais ativos. Foi neste ambiente que nasceu o Festival Mada — Música Alimento da Alma — evento que acreditou desde o início na revitalização do bairro histórico.

Tendo como palco a rua Chile, o evento integrou casas noturnas, como o Bar Blackout (um dos casarões centenários do bairro, que se tornou o backstage oficial do evento), Bar das Bandeiras, Armazém do Cais e outros espaços culturais. O formato contava com um circo armado no largo e dois grandes palcos, lado a lado, onde bandas se alternavam nas apresentações. Isso tudo dava dinâmica aos shows e trazia o gosto de festival que Natal ainda não vivenciara. Nascia também um modelo de evento musical que seria espelho para muitos que vieram a seguir, inclusive em Natal.
A primeira edição foi gratuita e teve o apoio da prefeitura.

No segundo ano, ainda sem patrocínio por lei de incentivo, o festival botou seu bloco na rua apresentando um recorte do que havia de mais contemporâneo na música local e nacional. No ano seguinte, o Mada já propunha o conceito de revelar nomes da música indie e ao mesmo tempo mostrar a diversidade musical produzida no Pais. Muita coisa nova para ver e conhecer, por isso as emissoras de TV especializadas em música, críticos e olheiros de gravadoras corriam atrás para ver de perto. Foi a época de Totonho e os Cabras, Sonic Jr, Hip Monsters (formada pelo jornalista e apresentador da MTV Gastão Moreira e pelo ator Eriberto Leão), Cleudo e os Bambelocos, Brebôte e muitos outros. Depois vieram Detonautas, Pitty, Cabruêra, Chico Correa e Eletronic Band…

A cidade fervia e o Mada passava a ser a vitrine desses novos trabalhos. O tempo passou mas o festival manteve-se antenado às transformações do mercado musical. Até que em 2004 surge o dilema: ficar ou sair do largo da rua Chile.  O pequeno largo à beira do rio Potengi ficara pequeno para o festival, mas não só isso. O próprio processo de revitalização da área dava sinais de abandono, as casas noturnas fecharam e havia a imensa dificuldade logística devido a movimentação do comércio de pesca, que ocupava todo o entorno. Não tinha mais garantia de infra-estrutura necessária ao evento. E o Mada teve que mudar para Arena do Imirá, um terreno à beira mar da Via Costeira.

Sete anos depois, chegou a hora de repensar formato. E assim, mudar novamente de endereço. Em busca de se integrar ao projeto Ribeira Viva Criativa, o Mada voltou ao bairro e ocupou o Estádio de Futebol João Câmara, que pertencia à comunidade das Rocas/Ribeira.

Foram ao todo 14 edições em 15 anos. O MADA trouxe para Natal mais de 400 grupos e artistas que fazem história na música brasileira e bandas que despontaram a partir do festival, além de abrir o espaço maior para grupos locais. 

Já subiram no palco do Música Alimento da Alma:  Nação Zumbi, Paralamas do Sucesso, Skank, The Walkmen-EUA, Josh House-EUA, Nando Reis, Fernanda Abreu, Totonho e Os Cabras, Sonic Jr, Móveis Coloniais de Acaju, Planet Hemp, Jorge Ben Jor, Ira!, Titãs, Seu Jorge, Pitty, Detonautas, Cansei de ser Sexy, Marcelo Nova, Mundo Livre S/A, Plebe Rude, Vanguart, Gram, Cachorro Grande, Pavilhão 9, O Rappa, Lulu Santos, MopTop, Marcelo D2, Marcelo Jeneci, Agridoce, Natiruts, Barão Vermelho, Sepultura, Ana Cañas, Criolo, Motosierra (URU), Os Poetas Elétricos, Autoramas, Lunares, Lobão, Subaquáticos, Curumim, Cordel do Fogo Encantado, Rosa de Pedra, Revolver, Macaco Bong, Montage, Madame Satã, Biquini Cavadão, Mombojó, Cabruêra, DuSouto, Chico Correa e Eletronic Band, Biquini Cavadão, Alphorria, Jane Fonda, Star 61, Bugs, Agregados, Lado 2 Stéreo, Tico Santa Cruz, Ramirez, Los Canos, Mestre Laurentino e Coletivo Rádio Cipó, Copacabana Club, The Gift (Portugal), Malu Magalhães, Tibério Azul, Karol Conká, Tipo Uísque, Manacá, Talma & Gadelha, A Nave, Cabaré, Esteban Tavares, Planta e Raiz,  Seu Zé, Khrystal, Maguinho da Silva, Far From Alaska, Rodrigo Santos e banda, Tantra e Marcelo Bonfá, For Fun, Natiruts, Los Porongas, Dj Marky, Dj Patife, entre muitos outros.

O MADA também teve o seu braço audiovisual. Promoveu durante 5 anos o festival audiovisual CURTA NATAL, voltado para audiovisual, cultura pop e música, premiando iniciativas de videomakers de todo o Nordeste e exibindo mostras importantes como Mix Brasil e Festival do Minuto. Premiou o cinema de animação, incentivou a produção de videoclipes e criou o primeiro festival de curta-celular do RN. O evento teve algumas edições na Casa da Ribeira e posteriormente no cinema Moviecom.

“Trata-se de um festival que tem um passado a ser levando em conta. Temos uma história e reconhecimento do pioneirismo em muitas áreas, não só a música autoral local e nacional, mas o cinema também”, disse o idealizador Jomardo Jomas.

Com a construção do estádio Arena das Dunas, palco da Copa do Mundo 2014, a produção enxergou a possibilidade de realizar o festival num ambiente mais seguro, com infra-estrutura e fácil acesso a todos os bairros e transporte. Assim, a edição marcada para 24 e 25 de outubro, será na área de eventos do Arena das Dunas. O festival é viabilizado através da Lei Câmara Cascudo do Governo do Estado e patrocínio da Cosern Neoenergia e Oi/Oi Futuro

 

Ingressos à venda na Loja Ibyte ou onlinewww.eventick.com.br/festival-mada-2015 

 


Festival MADA 2015 tem o patrocínio da COSERN / NEONERGIA e Oi / Oi Futuro através da Lei Câmara Cascudo do Governo do Estado do Rio Grande do Norte e Fiat Pontanegra através da Lei Djalma Maranhão da Prefeitura Municipal de Natal